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	<title>Pública &#187; Tag: #Paquistão</title>
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	<description>AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO</description>
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		<title>O Mundo Amanhã: a guerra não declarada no Paquistão</title>
		<link>http://www.apublica.org/2012/12/mundo-amanha-guerra-nao-declarada-paquistao/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 19:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No décimo episódio da série O Mundo Amanhã, Julian Assange encontra Imran Khan, candidato à presidência do Paquistão, para discutir o futuro de um dos países mais afetados pela Guerra ao Terror]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de 25 minutos Julian Assange recebe Imran Khan, que nos anos 70 e 80 foi capitão do vitorioso time de críquete do Paquistão, para conversar sobre corrupção, Osama Bin Laden, soberania e bombas atômicas. Isso porque hoje Khan está na corrida para se tornar o próximo presidente do país nas eleições de 2013, liderando a oposição com o partido que criou, o Movimento para Justiça, que combate a corrupção no país.</p>
<p>O Paquistão tem uma dívida acumulada de 12 trilhões. “Metade do nosso PIB vai para o pagamento de dívidas, 600 bilhões vão para o exército e assim 180 milhões de pessoas têm 200 bilhões de rúpias para sobreviver. Então, claramente, o país está inviabilizado”, pndera o político. A crise é sentida na pele pela população: em áreas urbanas, não há eletricidade por até 15 horas durante o dia, e os apagões chegam a durar 18 horas nas áreas rurais.</p>
<p>Khan se tornou a principal voz crítica ao fazer denúncias sobre o governo do Paquistão, um dos países mais afetados pela Guerra ao Terror promovida pelos EUA. “40 mil paquistaneses foram mortos em uma guerra com a qual não temos nada a ver. Basicamente, nosso próprio exército matando nosso povo e eles fazendo ataques suicidas a civis paquistaneses. O país já perdeu 70 bilhões de dólares nessa guerra. A ajuda humanitária total tem sido de menos de US$ 20 bilhões”, diz Khan.</p>
<p>Mas como Khan levaria a relação com os Estados Unidos caso fosse eleito? “Não deveria ser uma relação de cliente-patrão, e pior ainda, o Paquistão como pistoleiro contratado, sendo pago para matar inimigos da América. Nós somos um Estado independente e soberano e a relação com os EUA deve ser de dignidade e respeito mútuo, não mais uma relação de cliente-patrão”, diz. Resta saber se, caso ele vença, cumprirá suas palavras.</p>
<p>Assista a entrevista a seguir, ou <a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2012/12/Entrevista-de-Julian-Assange-com-Imran-Khan.pdf" target="_blank">clique aqui</a> para baixar o texto na íntegra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Nli3ELG8Fl8" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Republicadores da série O Mundo Amanhã:</strong></p>
<p><a href="http://www.anonymousbrasil.com/" target="_blank">Anonymous Brasil</a> * <a href="http://agorasustentabilidade.blogspot.com.br/">Agora Sustentabilidade</a> * <a href="http://baixacultura.org/">Baixa Cultura</a> * <a href="http://blog.brasilacademico.com/">Blog Brasil Acadêmico</a> * <a href="http://coletivocatarse.blogspot.com.br/">Coletivo Catarse</a> * <a href="http://www.coletivodigital.org.br/">Coletivo Digital</a> * <a href="http://desculpeanossafalha.com.br/">Desculpe a Nossa Falha</a> * <a href="http://www.diariosp.com.br/">Diário de S. Paulo</a> * <a href="http://www.dauroveras.com.br/">DVeras em rede</a> * <a href="http://www.ebc.com.br/tags/portal-ebc">EBC</a>* <a href="http://www.estadao.com.br/">Estadão Online</a> * <a href="http://www.em.com.br/">Estado de Minas</a> * <a href="http://www.felipecabral.com.br/">Felipe Cabral</a> * <a href="http://www.jornalinformacao.com/">Jornal Informação</a> * <a href="http://www.mercadaonline.com.br/">Jornal Mercadão</a> *<a href="http://www.notaderodape.com.br/">Nota de Rodapé</a> * <a href="http://operamundi.uol.com.br/">Opera Mundi</a> * <a href="http://papodehomem.com.br/">Papo de Homem</a> * <a href="http://www.administradores.com.br/">Portal Administradores</a> * <a href="http://desacato.info/">Portal Desacato</a> *<a href="http://www.revistababel.com.br/">Revista Babel</a> * <a href="http://revistaforum.com.br/">Revista Fórum</a> * <a href="http://revistasamuel.uol.com.br/">Revista Samuel</a> * <a href="http://www.revistasina.com.br/portal/">Revista Sina</a> * <a href="http://www.unochapeco.edu.br/unowebtv">TV Unochapecó</a> * <a href="http://www.tvt.org.br/">TVT</a> *<a href="http://br.yahoo.com/">Yahoo Brasil</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
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		<item>
		<title>E no Paquistão&#8230; CIA conduz 300º ataque por controle remoto</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/10/enquanto-isso-no-paquistao-cia-conduz-300%c2%ba-ataque-por-controle-remoto/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 11:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[#AviõesNão-tripulados]]></category>
		<category><![CDATA[#CIA]]></category>
		<category><![CDATA[#Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 2 mil pessoas foram ao enterro de vítima de ataque da CIA; a região sofreu 4 ataques aéreos de aviões sem tripulantes em 48 horas
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra por controle remoto dos Estados Unidos no Paquistão atingiu um novo marco no último sábado com o 300º ataque feito por um avião não-tripulado contra supostos militantes nas regiões tribais, de acordo com uma investigação do Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública.</p>
<p>Pouco antes de amanhecer, aviões não-tripulados da CIA atacaram um complexo residencial em Angor Adda, no Waziristão do Sul. Calcula-se que seis supostos militantes morreram no ataque, que feriu outras três pessoas.</p>
<p>Os mortos estariam ligados ao militante talibã Maulvi Nazir, visto como hostil aos EUA, embora mantenha um acordo de paz no Paquistão.</p>
<p>Foi o quarto ataque por controle remoto da CIA em  <strong><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/10/obama-2011-strikes/">48 horas</a></strong>.</p>
<p>Na sexta-feira, mais de 2 mil pessoas compareceram ao funeral de Maulana Iftiqar, diretor de uma escola islâmica local – e suposto jihadista – morto em um ataque <strong><a href="http://www.nytimes.com/2011/10/14/world/asia/drone-attack-in-pakistan-kills-a-haqqani-leader.html?_r=1">na quinta-feira passada</a></strong>.</p>
<p>Um político local<strong> <a href="http://articles.boston.com/2011-10-14/news/30280185_1_haqqanis-miran-shah-north-waziristan">afirmou aos presentes</a></strong> que “Os Estados Unidos deveriam perceber que esse ataques estão gerando uma enorme revolta, e ver as milhares de pessoas que vieram ao funeral de um verdadeiro mártir”</p>
<p><strong>Trezentos ataques</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>O Bureau identificou até agora <strong><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/category/projects/drone-data/">300 ataques por aviões sem tripulantes desde 2004</a></strong>. Destes, 248 ocorreram durante a presidência de Obama, ou seja, um ataque a cada quatro dias.</p>
<p>De acordo com uma análise detalhada dos ataques, pelo menos 2.318 pessoas foram assassinadas pela CIA.</p>
<p>A maioria é supostamente de militantes. Mas entre 386 e 775 civis foram mortos, incluindo mais de 170 crianças. Além disso, pelo menos 1.100 pessoas foram feridas.</p>
<p>A CIA recentemente <strong><a href="http://www.nytimes.com/2011/08/12/world/asia/12drones.html?pagewanted=1&amp;hp">admitiu a morte de 2.050 pessoas</a></strong> em ataques conduzidos por aviões sem tripulação – segundo a CIA, apenas 50 eram civis.</p>
<p>Porém, o Bureau <strong><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/10/most-complete-picture-yet-of-cia-drone-strikes/">publicou uma extensa base de dados</a></strong> comprovando o contrario.</p>
<p>Os Estados Unidos afirmam não ter matado nenhum civil no Paquistão desde maio de 2010.</p>
<p>A base de dados coletada pelo Bureau consiste em um compilado de relatos publicados por fontes como a AP, Reuters, New York Times e a mídia paquistanesa.</p>
<p>Quando possível, os dados foram cruzados com documentos da inteligência e da diplomacia americana, com textos de acadêmicos, agentes da inteligência e políticos, além de pesquisa em campo no Waziristão.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://apublica.org/2011/08/cia-ataques-aereos-por-controle-remoto-mataram-mais-de-2-mil-no-paquistao/"><span style="color: #000000;">Clique aqui</span></a> para ler a investigação completa: <a href="http://apublica.org/2011/08/cia-ataques-aereos-por-controle-remoto-mataram-mais-de-2-mil-no-paquistao/"><span style="color: #000000;">A guerra por controle remoto da CIA</span></a>  </strong></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paquistão: 168 crianças assassinadas pela CIA</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/08/paquistao-168-criancas-assassinadas-pela-cia/</link>
		<comments>http://www.apublica.org/2011/08/paquistao-168-criancas-assassinadas-pela-cia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 09:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#AviõesNão-tripulados]]></category>
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		<category><![CDATA[#Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviões não tripulados da CIA foram usados por Bush e Obama para driblar a lei que não permite seus soldados em território paquistanês. Dano colateral: 168 crianças mortas]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública, identificou relatos sobre 168 crianças assassinadas – 44% dos 385 civis mortos – em sete anos de ataques de aviões não tripulados, pilotados remotamente pela CIA, em áreas tribais do Paquistão.</p>
<p>O paquistanês Din Mohammad, por exemplo, teve a má sorte de ser vizinho, na região de Danda Darpakhel, no Waziristão do norte, de supostos militantes da rede Haqqani, um grupo insurgente que luta contra as forças americanas no vizinho Afeganistão.</p>
<p>No dia 8 de setembro de 2010, mísseis destruíram a casa dos supostos militantes, matando seis deles. Um dos mísseis atingiu também a casa de Din Mohammad matando o filho, estudante em um colégio militar no Waziristão, duas filhas e o sobrinho, todos em idade escolar.</p>
<p>Embora os repórteres de campo do Bureau tenham identificado detalhes deste ataque, os EUA negam que civis tenham sido mortos na campanha militar naquele país.</p>
<p><strong>Bush: 112 crianças mortas</strong></p>
<p>O maior número de mortes de crianças pertence ao governo de George Bush. São 112 menores de 17 anos assassinados. Durante os ataques, morriam muitas crianças. Em apenas um deles, foi registrada a morte de uma única criança.</p>
<p>No dia 28 de julho de 2008, por exemplo, os aviões sem tripulantes da CIA atingiram um seminário no Waziristão do sul, matando o expert em armas químicas da Al Qaeda, Abu Khabab al Masri e a sua equipe.</p>
<p>O ataque, considerado um sucesso, também vitimou três jovens rapazes e uma mulher. Apesar do segredo em torno dessa guerra por controle remoto, <a href="http://www.washingtonpost.com/world/national-security/obama-administration-remains-divided-over-future-of-us-pakistan-relationship/2011/05/13/AFOJcj3G_story_2.html" target="_blank">detalhes já haviam surgido em maio deste ano</a>, revelando que não apenas os EUA sabiam deste tipo de “dano colateral”, mas que o chefe da CIA, Michael Hayden, pediu desculpas pelo erro pessoalmente ao primeiro ministro paquistanês Yusuf Raza Gilani.</p>
<div style="background-color: #eeeeee;"><strong><strong>Num colégio religoso, um dos piores ataques</strong></strong></div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">Em 20 de outubro de 2006, num dos piores incidentes de toda a campanha militar norte-americana e um dos menos noticiados pela imprensa, 80 civis – sendo 69 crianças – foram mortos num ataque da CIA a uma escola religiosa, em Chenegai, na localidade de Bajaur Agency.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">O suposto alvo era o diretor da escola, um militante conhecido. Relatos dão conta de que helicópteros militares paquistaneses ajudaram, tardiamente, no ataque a escola.A mais jovem das crianças mortas tinha apenas sete anos. O veterano jornalista da BBC, Rahimullah Yousufzai, relembrou a cena. “As pessoas estavam devastadas. Conheci um pai que havia perdido dois dos seus filhos.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">Ele era muito paciente, e falava que fora esta a vontade de deus, mas estava claramente traumatizado”.O exército paquistanês assumiu o ataque para si, mas com as notícias que se espalhavam e com protestos que paralisaram o comércio em toda região a história mudou.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">O jornal britânico Sunday Times publicou um depoimento de um assessor do então presidente do Paquistão, Pervez Musharraf: “Nós pensamos que seria menos prejudicial se disséssemos que fizemos o ataque em vez dos EUA. Mas houve um grande dano colateral, e tivemos que pedir aos americanos para não fazerem mais isso”.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">Na semana seguinte aos ataques, o jornal <a href="http://thenews.com.pk/TodaysPrintDetail.aspx?ID=4043&amp;Cat=13&amp;dt=11/5/2006" target="_blank">The News</a> publicou os nomes e os vilarejos de cada uma das 80 vítimas. 69 delas tinham 17 anos ou menos.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">De acordo com uma fonte ouvida, uma das vítimas tinha apenas 7 anos; três tinham 9; uma tinha 10; quatro tinham 11; outras quatro tinham 12; oito tinham 13; seis tinham 14; nove tinham 15; dezenove tinham 16; doze tinham 17; três tinham 18; três tinham 19; e somente dois tinham 21 anos.</div>
<div style="background-color: #eeeeee;"></div>
<div style="background-color: #eeeeee;">O jornalista Yousufzai não tem dúvidas de que o ataque foi obra da CIA: “tenho certeza absoluta de que esse ataque foi feito por aviões não tripulados dos EUA, baseado no que ouvi de testemunhas e nos comentários subsequentes de oficiais do governo do Paquistão”.</div>
<p><strong><br />
Obama: 56 crianças mortas</strong></p>
<p><a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Menina.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-898" title="Fátima, morta em um ataque em maio de 2010" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Menina-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>O Bureau identificou 56 crianças assassinadas durante o seu mandato – embora, nos últimos meses, tenha se constatado a redução do número de vítimas.</p>
<p>O filho de 8 anos de Maezol Khan perdeu a vida em 14 de fevereiro de 2009, após sua casa ser atingida por engano num ataque que visava seus 25 supostos vizinhos militantes.</p>
<p>Os estilhaços dos mísseis mataram o menino enquanto dormia. “Como os EUA podem invadir nossas casas quando estamos dormindo, e alvejar as nossas crianças?”, desabafou Maezol.</p>
<p>Segundo relatos, em 11 de agosto de 2009 outro incidente vitimou crianças e mulheres, num ataque a um suposto complexo do Talibã que matou até 25 pessoas.</p>
<p>Dois anos mais tarde, Arshad Khan, um jovem sobrevivente desse ataque, preso sob custódia da polícia paquistanesa, disse à imprensa que o complexo era um campo de treinamento para homens-bombas adolescentes. <a href="http://www.csmonitor.com/World/Asia-South-Central/2011/0616/Pakistani-teen-tells-of-his-recruitment-training-as-suicide-bomber" target="_blank">Ele identificou</a> quatro vítimas jovens.Contou ainda que foi recrutado sem saber que seria um homem-bomba.</p>
<p>Ao falar sobre as vítimas menores de 17 anos, a porta-voz da Unicef para a região sul da Ásia, Sarah Crowe, afirmou que “até mesmo uma morte de criança por aviões não tripulados é demais. Crianças não deveriam estar no meio de uma guerra e os dois lados deveriam fazer o máximo parta protegê-las de ataques violentos a qualquer hora”.</p>
<p><strong>Queda nas mortes</strong></p>
<p>Há indícios de que o governo Obama se esforça para reduzir o número de crianças atingidas. Após os incidentes de setembro de 2010 que mataram os filhos de Din Mohammad e semanas antes outras três crianças, houve uma queda no número de vítimas fatais menores de idade.</p>
<p>Em parte, isso corrobora a afirmação de oficiais de inteligência dos EUA de que houve uma mudança na estratégia usada pela CIA para reduzir as mortes de civis atingidos pelos aviões não tripulados.</p>
<p>Embora o Bureau tenha provado que a posição oficial da CIA – de que há “zero vítimas civis” – é falsa, a realidade é que o número de mortes diminuiu desde agosto de 2010.</p>
<p>Além de duas menções vagas a “crianças mortas”, um estudante de 17 anos morreu em novembro do ano passado. De acordo com pesquisadores do Bureau, no dia 22 de abril deste ano, dois aviões destruíram uma hospedaria em Spinwan, no Waziristão do norte, resultando na morte do menino Atif, de 12 anos.</p>
<p>“Todas essas crianças são agentes de recrutamento para militantes na área. Quando você mostra às pessoas que crianças foram mortas nos ataques aéreos, todos aqueles que não estão aliados às forças militantes vão para o outro lado. Isso é o que mais me preocupa como paquistanês”, diz Mirza Shahzad Akbar, advogado representante de famílias atingidas, em Islamabad</p>
<p>Um oficial de contraterrorismo ouvido pelo Bureau negou que tantos civis tenham sido mortos e afirmou. “Ninguém está dizendo que o programa é perfeito, mas ainda é o mais preciso que já tivemos”.</p>
<p><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/11/more-than-160-children-killed-in-us-strikes/">Clique aqui</a> para ler a reportagem original, em inglês. Versão em português editada por Thiago Domenici.</p>
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		<item>
		<title>Paquistão: a guerra por controle remoto da CIA</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/08/cia-ataques-aereos-por-controle-remoto-mataram-mais-de-2-mil-no-paquistao/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 12:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[A administração Obama depende cada vez mais de ataques aéreos controlados a partir dos EUA para atingir supostos militantes nas regiões tribais do oeste do país]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ataques de aeronaves não-tripuladas, pilotadas pela CIA através de controle remoto, causaram bem mais mortes no Paquistão do que se pensava, de acordo com pesquisa publicada dia 10 de agosto pelo centro de jornalismo independente Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública.</p>
<p>Mais de 160 crianças estão entre as 2.292 mortes registradas desde 2004. Há relatos consistentes de pelo menos 385 civis entre esses mortos.</p>
<p>Um oficial de combate ao terrorismo do governo americano também vazou estimativas internas do número total de mortos. A estimativa é de que 2.050 pessoas tenham sido mortas durante ataques de aviões sem tripulantes, e somente 50 seriam civis.</p>
<p><strong>Investigação</strong></p>
<p>A investigação feita pelo Bureau sobre essa guerra secreta envolveu uma pesquisa e reavaliação de tudo o que se sabia sobre cada um dos ataques de aviões sem tripulantes.</p>
<p>O estudo é baseado em uma análise detalhada de fontes confiáveis: 2.000 notícias que saíram na mídia; testemunhos; registros  feitos por ONGs e advogados nos campos de batalha; documentos diplomáticos do governo dos EUA; documentos de inteligência vazados; e entrevistas com jornalistas, políticos e oficiais de inteligência.</p>
<p>O resultado foi publicado em 10 de agosto em uma base de dados que cobre, em detalhe, cada um dos ataques. Uma ferramenta de busca, uma linha do tempo e mapas que podem ser pesquisados pelo usuário acompanham os dados. <a href="http://www.thebureauinvestigates.com/category/projects/drone-data/">Clique aqui para acessar a base de dados</a> completa, em inglês.</p>
<p>O objetivo da pesquisa é esclarecer o público sobre a guerra remota promovida pela CIA contra os militantes no Paquistão, realizada por aviões pilotados por controle remoto a partir dos Estados Unidos. O Bureau foi avisado de que oficiais da inteligência americana estão fazendo uma campanha para desacreditar o trabalho jornalístico, afirmando que há “problemas significativos com seus números e metodologias”.</p>
<p>Iain Overton, editor do Bureau, comenta: “Não me surpreende que os serviços de inteligência ataquem nossa investigação desta maneira. Mas, dizer que nossa metodologia tem problemas antes mesmo de publicarmos mostra a maneira como eles operam. E isso é reforçado pelo fato de que eles não conseguem chamar os ‘não combatentes’ pelo que realmente são: civis, frequentemente crianças”.</p>
<p><a href="http://apublica.org/2011/08/%E2%80%9Cnao-sou-sortudo%E2%80%9D-%E2%80%93-mais-de-mil-feridos-pelos-ataques-da-cia/">LEIA MAIS: &#8220;NÃO SOU SORTUDO&#8221; &#8211; MAIS DE MIL FERIDOS NOS ATAQUES</a></p>
<p><a href="http://apublica.org/2011/08/%E2%80%9Cnao-sou-sortudo%E2%80%9D-%E2%80%93-mais-de-mil-feridos-pelos-ataques-da-cia/">LEIA MAIS: AS HISTÓRIAS POR TRÁS DOS DADOS</a></p>
<p><strong>Muitos outros ataques</strong></p>
<p>Os dados levantados pelo Bureau revelam que houve muitos mais ataques da CIA contra alvos supostamente civis do que se sabia. Pelo menos 291 ataques feitos por aviões sem tripulantes ocorreram desde 2004.</p>
<p>Os alvos – militantes nas áreas tribais – parecem ser a maioria dos assassinados. Há 126 militantes reconhecidamente mortos desde 2004 e mais centenas de militantes desconhecidos.</p>
<p>Pelo menos 385 civis e 168 crianças estão entre os assassinados. Na era Bush, um em cada três ataques registrados mataram uma criança.</p>
<p>Mais de 1.100 pessoas também revelaram que foram feridas por ataques deste tipo – é a primeira vez que o número de feridos é contabilizado.</p>
<p>Após as revelações feitas pelo Bureau, a Anistia Internacional pediu que a CIA seja mais transparente.</p>
<p>“A administração Obama tem que explicar qual é a base legal para ataques no Paquistão se não quiser ser acusada de agir arbitrariamente. O governo paquistanês também tem que prestar contas sobre o assassinato indiscriminado, violando as leis internacionais, que está ocorrendo no país”, afirmou Sam Zarifi, diretor para Ásia da Anistia Internacional.</p>
<p><strong>Civis assassinados no governo Obama </strong></p>
<p>Até o momento, pelo menos 236 ataques por controle remoto foram ordenados pela administração Obama – e pelo menos 1.842 pessoas foram mortas nestes ataques.</p>
<p>Recentemente, o assessor de Obama para contraterrorismo John Brennan disse que o presidente americano “insistiu” que tais ataques “não ponham homens, mulheres e crianças inocentes em risco”. No entanto, pelo menos 218 dos mortos durante os ataques na era Obama podem ter sido simples civis, segundo a investigação do Bureau.</p>
<p>As mortes de civis parecem ter diminuído no último ano. Mas há evidências consistentes de pelo menos 45 civis mortos em dez ataques em 2010. Os Estados Unidos insistem que “não podem confirmar” nenhuma morte de não-combatentes no ano passado.</p>
<p>A morte mais recente ocorreu no dia 12 de julho. Abdul Jalil, um trabalhador imigrante de Dubai, tornou-se um “efeito colateral” quando a CIA atacou um carro que levava oito supostos militantes, segundo pesquisadores do Bureau em Waziristão, a montanhosa região norte do Paquistão.</p>
<p><strong>Estimativas internas do governo americano</strong></p>
<p>As estimativas internas do governo americano sobre os mortos em ataques de aviões não tripulados chegam a 2.050. Apenas 50 destes seriam não-combatentes. A fonte é um oficial de contraterrorismo do governo Obama.</p>
<p>A investigação aponta um mínimo de 2.292 mortos, um número considerado “longe” do real por este oficial, que não é identificado na reportagem do Bureau. “Essas ações alvejam militantes que estão efetivamente planejando matar afegãos, paquistaneses, europeus e americanos, entre outros, e frequentemente ocorrem quando eles estão treinando ou já se preparando para atacar. Mais de 4 mil civis paquistaneses foram mortos por terroristas desde 2009 – a ameaça é clara e é real”.</p>
<p>A Reprieve, uma ONG que atua em campanhas de direitos humanos, afirmou que “as descobertas do Bureau pelo menos trazem uma visão consistente e completa dos fatos.  É um grande começo. A partir de agora, a Reprieve espera que as pessoas vejam a propaganda do governo sobre esse tipo de ataque com uma “pulga atrás da orelha” – e se pergunte, se tais ataques não estão aumentando o número de radicais entre os jovens, do mesmo jeito que Guantánamo fez”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Não sou sortudo” – mais de mil feridos pelos ataques da CIA</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 12:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[#AviõesNão-tripulados]]></category>
		<category><![CDATA[#CIA]]></category>
		<category><![CDATA[#Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de mil pessoas foram feridas em ataques de aviões pilotados pela CIA]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Algumas pessoas dizem que Sadaullah tem sorte de estar vivo. Quando sua casa em Machi Khel, no norte do Waziristão, foi atingida por mísseis atirados por aviões americanos sem tripulantes, ele sobreviveu. Seu tio, que já estava em uma cadeira de rodas, e mais dois primos morreram.</p>
<p>O ataque, que aconteceu em 7 de setembro de 2009, tinha como alvo um militante que não estava no local. Mas o estudante Sadaullah, de apenas 15 anos, pagou (e paga) um preço terrível por ter sobrevivido: perdeu as duas pernas e um olho no ataque.</p>
<p>Ele é apenas uma das 1.100 pessoas feridas durante ataques de aviões pilotados pela CIA.</p>
<p>“Os feridos que sobreviveram e ficaram aleijados sempre me dizem: ‘não dá para dizer que sou sortudo’”, conta o advogado Mirza Shahzad Akbar, que representa Sadaullah em um caso legal contra a CIA. “Aqui não é Londres, ou Islamabad, a capital do Paquistão. Não há equipamentos para essas pessoas com necessidades especiais no Waziristão, então elas não têm nenhuma perspectiva de futuro”.</p>
<p><span style="color: #000000;"><a href="http://apublica.org/2011/08/as-historias-por-tras-dos-dados/"><span style="color: #000000;">LEIA MAIS: AS HISTÓRIAS POR TRÁS DOS DADOS</span></a></span></p>
<p><strong>Ferido por estilhaços</strong><strong></strong></p>
<p>O Bureau descobriu detalhes de pelo menos 1.117 pessoas que foram feridas de maneira grave, a ponto de merecer a atenção da imprensa.<strong></strong></p>
<p>Entre os feridos há militantes e civis, adultos e crianças, embora seus nomes sejam raramente relatados nas notícias. Dezenas deles foram feridos durante os ataques – mas ainda mais comum são as pessoas presas em prédios destruídos, feridas por detritos que voam após os ataques, ou por estilhaços de mísseis.</p>
<p>Em algumas ocasiões, encontram-se nomes dos feridos nas reportagens da imprensa. Quando o especialista em explosivos da Al Qaeda, Abu Musa al-Masri, foi morto em 21 de outubro de 2009, pouco se falou sobre as oito pessoas que também ficaram feridas.</p>
<p>Mas naquela ocasião, <a href="http://daily-allnews.blogspot.com/2009/10/missile-strike-could-complicate.html">um fotógrafo da agência Associated Press</a>, que estava acompanhando os militares paquistaneses, também fotografou duas meninas feridas.<a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Paquistao-5.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-884" title="Paquistao 5" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Paquistao-5.jpg" alt="" width="532" height="400" /></a></p>
<p>Sameeda Gul, de apenas seis anos (foto), teve sua perna atingida, e Fatima Gul, de quatro anos, foi ferida na cabeça. “Nenhuma das duas parece estar em risco de vida”, noticiou a AP.</p>
<p>O maior número de feridos já registrado ocorreu em dois ataques durante os primeiros meses da administração Obama.</p>
<p>Um deles, contra um suposto campo de treinamento do Talibã, matou 31 militantes e civis. Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas. Um mês depois, mais 41 pessoas foram feridas em um ataque em Kurram Agency.</p>
<p>Raramente se sabe o que aconteceu com os feridos – especialmente com os que são militantes. Muitos novos relatos mencionam clínicas privadas para onde eles são levados, mas pouco se sabe sobre essas clínicas.</p>
<p><strong>“Traumas psicológicos”</strong></p>
<p>Há evidências que sugerem que os ataques comandados pela CIA nas áreas tribais do Paquistão estão afetando a saúde das pessoas muito além das feridas físicas.</p>
<p><a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;aid=21232">Médicos locais dizem</a> que há um aumento significativo de pessoas que têm que usar tranqüilizantes ou medicamentos para dormir.</p>
<p>Em agosto deste ano, mais pessoas que se somaram à lista de feridos. No dia 10, um ataque aéreo destruiu um carro e uma construção, matando ao menos 21 supostos militantes. Três pessoas ficaram feridas.</p>
<p><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/10/one-thousand-drone-injuries-are-they-truly-lucky-o/">Clique aqui</a> para ler a reportagem original, em inglês.</p>
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		<title>Paquistçao: As histórias por trás dos dados</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 11:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a investigação é levada para além dos números, surgem histórias que revelam a realidade dos ataques de uma guerra secreta]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong style="text-align: -webkit-auto;">Por David Pegg, do <a href="http://www.thebureauinvestigates.com">Bureau of Investigative Journalism</a></strong></p>
<p>Ao compilar os dados sobre a guerra secreta, corremos o risco de reduzir os acontecimentos a meros números.</p>
<p>Embora os dados possam dizer muito sobre tendências, padrões e eventos relevantes no contexto mais amplo desses ataques, também pode obscurecer a realidade brutal de eventos específicos.</p>
<p>Somente quando se examinam os detalhes de cada ataque se pode perceber a determinação de militantes em atacar soldados americanos no Afeganistão; assim como a determinação de civis frustrados exigindo o fim dos ataques por controle remoto; e o drama de crianças inocentes que estão no lugar errado na hora errada.</p>
<p>Dos centenas de ataques que pesquisamos, muitos se destacam por serem estrategicamente intrigantes, significativos geopoliticamente ou extraordinariamente violentos.</p>
<p>Por trás de cada um deles há uma história importante. Abaixo, três histórias que se destacaram durante a pesquisa:</p>
<p><strong>B47 – Azam Warsak – 11 de dezembro de 2008</strong></p>
<p>Esse ataque foi um dos últimos a serem conduzidos sob a presidência de George W. Bush.</p>
<p>Sete pessoas, incluindo três militantes da etnia punjabi, foram mortas quando um avião pilotado por controle remoto atirou mísseis em uma casa em Azam Warsak, no Waziristão do sul. No entanto, o ataque também arruinou a escola ao lado, e há relatos de moradores entre as vítimas.<a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Foto-Paquiestao-3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-881" title="Hakimullah Mehsud" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/08/Foto-Paquiestao-3-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /></a></p>
<p>Um professor religioso do vilarejo, que pediu ao secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon o fim dos ataques, teria dito que “estes aviões têm privado moradores inocentes da sua paz mental e afetado muito a nossa rotina”.</p>
<p>Ele também mostrou muita revolta com o governo paquistanês por não evitar esses ataques em regiões civis.</p>
<p><strong>Ob167 – Khushali – 6 de dezembro de 2010</strong></p>
<p>Este ataque, que supostamente matou dois civis, é um exemplo de situações em que a determinação de matar os alvos militantes parece levar a uma violência  indiscriminada, que resulta na morte de inocentes.</p>
<p>Um ataque controlado remotamente contra um carro na localidade de Khushali, no Waziristão do norte, matou dois supostos militantes.</p>
<p>Porém, um terceiro militante teria escapado do carro e entrado em uma loja próxima, buscando um lugar para se esconder. Mesmo assim, o avião pilotado pela CIA por controle remoto atirou mais dois mísseis contra esta loja.</p>
<p>Há relatos de que o alvo militante foi morto, mas também dois civis que estavam na loja.</p>
<p><a href="http://apublica.org/2011/08/%E2%80%9Cnao-sou-sortudo%E2%80%9D-%E2%80%93-mais-de-mil-feridos-pelos-ataques-da-cia/">LEIA MAIS: &#8220;NÃO SOU SORTUDO&#8221; &#8211; MAIS DE MIL FERIDOS</a></p>
<p><strong>Ob219 – Karez – 15 de junho de 2011</strong></p>
<p>Este ataque se destaca por ser uma das duas ocasiões em que ninguém foi morto ou ferido – no segundo, quatro civis ficaram feridos – mostrando como é raro não haver mortos após os ataques.</p>
<p>Ele ocorreu em Karez, no Waziristão do norte, quando aviões sem tripulantes atiraram um míssil em um carro em movimento com quatro supostos militantes dentro dele.</p>
<p>Mas o míssil não atingiu o alvo; as quatro pessoas rapidamente saíram do carro e fugiram para um pomar lá perto.</p>
<p>Diferentemente do primeiro caso apresentado, o avião não seguiu o alvo, mas atirou um segundo míssil contra o veículo, destruindo-o completamente.</p>
<p><a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/10/three-strikes-of-note-stories-behind-our-data/">Clique aqui</a> para ler a reportagem original, em inglês.</p>
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