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	<title>Pública &#187; Tag: #Lula</title>
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	<description>AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO</description>
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		<title>Jarbas Vasconcelos ‘previu’ que Lula não terminaria segundo mandato</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/07/wikileaks-jarbas-vasconcelos-%e2%80%98previu%e2%80%99-que-lula-nao-terminaria-segundo-mandato/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 23:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em conversa com diplomatas dos EUA em setembro de 2006, ex-governador do Pernambuco afirmou que reeleição lulista seria uma “tragédia”]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva seria tão ruim que o ex-presidente poderia não terminá-lo, disse o ex-governador de Pernambuco (1999-2006) Jarbas Vasconcelos a diplomatas dos EUA que o visitaram em Recife em 5 de setembro de 2006, cerca de um mês antes do primeiro turno das eleições presidenciais que reelegeram Lula para mais quatro anos de governo. Para o atual senador pernambucano pelo PMDB, a reeleição do ex-presidente seria uma “tragédia”.</p>
<p>A conversa foi relatada em um<strong> <a href="http://www.cablegatesearch.net/cable.php?id=06BRASILIA1961&amp;q=leader%20pernambuco%20pmdb" target="_blank">telegrama </a></strong>da embaixada de Brasília dez dias depois. O documento, redigido pelo próprio embaixador estadunidense na época, Clifford Sobel, afirma que Vasconcelos “descreveu um cenário político desanimador”. Ele não especificou como o segundo mandato lulista terminaria de forma prematura, mas “pareceu sugerir que seria uma renúncia em virtude de uma implacável oposição”. Para o atual senador, Lula teria um páreo duro com o novo Congresso.</p>
<p>Segundo o telegrama, Jarbas Vasconcelos também fez comentários sobre o PMDB, corrupção no governo Lula e a disputa eleitoral para o Legislativo nacional. “Algumas das observações de Jarbas pareceu-nos razoáveis, exceto pela assombrosa e, mais que tudo, misteriosa, previsão de que Lula pode não terminar seu segundo mandato. Vindo de uma tão respeitada liderança política, a precisão de Jarbas é um alerta de que um impasse político pode revisitar o Brasil de uma forma ou de outra em uma segunda presidência de Lula”, diz o documento vazado, que destaca a surpresa com que as afirmações de Vasconcelos foram recebidas, uma vez que, quando governador, ele havia mantido boas relações com Lula.</p>
<p>Ainda de acordo com o telegrama, o ex-governador pernambucano “não tinha dúvida” de que o ex-presidente tinha conhecimento dos escândalos que ficaram conhecidos como “mensalão”, pois configuravam “nepotismo desenfreado”. Ele próprio teria ficado sabendo do que ocorria “a nível federal” em 2003, e posteriormente teria alertado seus comandados a não deixarem acontecer o mesmo em Pernambuco. Segundo Vasconcelos, a já provável vitória de Lula na época se explicava porque a maioria dos eleitores não se importava o suficiente com a corrupção para rejeitar o petista nas urnas, “apesar de ataques implacáveis da mídia contra ele”.</p>
<p>Segundo o telegrama, o atual senador valeu-se de tais ataques para comparar Lula com João Goulart, presidente deposto pelo golpe de 1964. Enquanto o primeiro teria sobrevivido a eles e estava liderando a corrida presidencial, Goulart teria sucumbido devido a dois editoriais do Estado de S. Paulo, embora tivesse, ao mesmo tempo, minado “dois pilares fundamentais para o apoio militar: disciplina e hierarquia”, o que teria sido decisivo para sua queda, de acordo com o político.</p>
<p>“Embora a maior parte do PMDB permaneça do lado de Lula, Jarbas não modera sua postura anti-Lula”, continuava o documento, ponderando que, segundo o próprio interlocutor pernambucano, ele nem sempre foi antilulista: em 2003, teria recomendado ao PMDB cooperar com o ex-presidente, mas o partido se recusou.</p>
<p>Jarbas teria afirmado que tal recusa foi uma “forte evidência” de que seu partido agia apenas em interesse próprio. O PMDB, de acordo com o político, era “podre” e um “saco de gatos ideológico”. “Mesmo assim, ele disse que não entrou em outro partido porque ele não tem um ‘perfil’ PSDB e não se sente próximo o suficiente de nenhum outro partido”, acrescentava o telegrama.</p>
<p>Os documentos são parte de 2.500 relatórios diplomáticos referentes ao Brasil ainda inéditos, que foram analisados por 15 jornalistas independentes e estão sendo publicados nesta semana pela agência Pública.<span style="color: #000000;"><strong> <a href="http://apublica.org/2011/06/semana-wikileaks/"><span style="color: #000000;">LEIA MAIS</span></a></strong></span></p>
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		<title>Lula, o “melhor presidente” para o setor imobiliário</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 20:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[#WikiLeaks]]></category>

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		<description><![CDATA[Presidente da construtora Cyrela emitiu calorosas loas ao ex-presidente em meio ao boom imobiliário
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.cablegatesearch.net/cable.php?id=07SAOPAULO910" target="_blank">Em uma entusiasmada mensagem para Washington em 13 de novembro de 2007</a></strong>, depois de uma longa conversa com o presidente da Cyrela, Eli Horn, o embaixador americano Clifford Sobel anuncia o início da “lua de mel” dos investidores americanos com a política de financiamento habitacional do governo Lula.</p>
<p>Em meio aos detalhes do crescimento explosivo da empresa em 2007, o ex-presidente operário é descrito como “o melhor presidente para o setor imobiliário que o Brasil já teve”. Horn reporta, e o embaixador americano despacha: “a lua de mel está só começando”.</p>
<p>O interesse dos Estados Unidos no sucesso da empresa brasileira se explica pelo fato de que nada menos que 60% dos acionistas da Cyrela, a maior construtora de prédios residenciais no país, são americanos.</p>
<p>E, naquele ano, seus olhos brilhavam pelo Brasil. Em 2007, o país viveu um boom da construção civil. Só na cidade de São Paulo, anunciava-se um prédio novo por dia, o que significava duas mil unidades por mês &#8211; o dobro de lançamentos do ano anterior. O mercado estava tão aquecido que faltava guindastes, era preciso importá-los da China.</p>
<p>A conquista do sonho de milhares de brasileiros em comprar a casa própria, de quebra, alimentava o sonho de um punhado de americanos: as ações da Cyrela subiram 50% ao longo daquele ano.</p>
<p>Os acionistas faturavam com performance recorde na história da empresa. As vendas totais, que somavam 200 milhões de dólares em 2004, estavam previstas para US$1,2 bilhões em 2007. Hoje, só a previsão para construções voltadas à baixa renda, aquelas que recebem incentivos do governo federal, é de até R$ 3,5 bilhões para 2011. Quase a metade do total previsto para esse ano: R$7,7 bilhões.</p>
<p>A mensagem a Washington disseca a origem da pujança: a política de expansão de crédito e financiamento.</p>
<p>“Os financiamentos em 30 anos alteraram o mercado, deixando empresas como a Cyrela menos dependentes da estabilidade da Caixa Econômica Federal, a tradicional financiadora”, reporta o documento.</p>
<p>Para encerrar, Sobel frisa: assim que o Brasil passar a investment grade, as portas do mercado de financiamento do país estarão abertas aos bancos americanos. E cita, como exemplo dos novos tempos, um movimento visionário do Goldman Sachs. O banco, ainda antes de virar um dos bichos papões da crise hipotecária americana, foi o primeiro a colocar dinheiro em uma instituição especializada em financiamento imobiliário no Brasil.</p>
<p>A explosão imobiliária brasileira pode ter sido compreendida como um prenúncio do até então bem sucedido modelo americano.</p>
<p>O deslumbramento em 2007 se explica porque, como Sobel, muitos ignoravam os sinais de que o casamento do governo americano com sua indústria de crédito hipotecário estava entrando na maior crise de sua história – que abriria, em 2008, a maior crise do sistema financeiro mundial desde 1929.</p>
<p>Os documentos são parte de 2.500 relatórios diplomáticos referentes ao Brasil ainda inéditos, que foram analisados por 15 jornalistas independentes e estão sendo publicados nesta semana pela agência Pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Diretor da Vale reclamou de ingerência do governo na companhia</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 18:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Vale]]></category>
		<category><![CDATA[#WikiLeaks]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo Guilherme Cavalcanti, governo pressionava para que empresa agregasse valor ao minério extraído do país]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um diretor da mineradora Vale do Rio Doce reclamou a diplomatas dos Estados Unidos no Brasil, de pressão por parte do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com telegramas do Wikileaks obtidos pela Pública.</p>
<p><a href="http://apublica.org/2011/06/10riodejaneiro10/">Em conversa registrada em outubro de 2009</a>, Guilherme Cavalcanti, que ocupava a diretoria de Finanças Corporativas da empresa e hoje é diretor de Finanças e Relações com Investidores, menciona investimentos em siderurgia e na produção de cloreto de potássio – empregado amplamente em fertilizantes – como parte dos planos do governo para agregar  valor ao minério extraído no país.</p>
<p>A pressão de Lula e do governo sobre a Vale é apontada como o principal motivo para a mudança de comando na empresa, promovida em março de 2011. O Palácio do Planalto estaria insatisfeito com a condução da mineradora, que relutava em investir em formas de agregar valor à matéria-prima extraída do solo nacional.</p>
<p>Para críticos, a mudança no comando da Vale demonstra a ingerência do governo em assuntos de uma empresa privada.</p>
<p>Cavalcanti reuniu-se com Lisa Kubiske, encarregada de negócios da embaixada de Brasília. Entre outros temas, a conversa envolveu a relação com o Executivo.</p>
<p>&#8220;Fomos pressionados pelo governo a produzir aço&#8221;, teria dito Cavalcanti. &#8220;Mas eles parecem ter se apaziguado com nosso investimento de mais de US$ 1 bilhão em siderurgia.&#8221; Hearne menciona ainda<a href="http://www.cetem.gov.br/"> pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral</a> que teriam apontado o investimento em cloreto de potássio como outra &#8220;demanda&#8221; de Lula à Vale.</p>
<p>O derivado do potássio é considerado essencial para o desenvolvimento de fertilizantes alternativos a partir de outros sais minerais, como o magnésio. O Brasil possui, em Sergipe e no Amazonas, a terceira maior reserva mundial de potássio, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, atrás apenas de Rússia e Canadá.</p>
<p>Privatizada em 1997, a Vale é controlada por um consórcio que tem como principais acionistas o banco Bradesco e fundos de pensão de estatais – principalmente Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e Petros, da Petrobras.</p>
<p>Entre os projetos que teriam sofrido influência do governo brasileiro está a siderúrgica de Marabá, no sul do Pará. Segundo a Vale, o investimento de US$ 3,2 bilhões deve gerar 16 mil empregos diretos e 14 mil indiretos.</p>
<p>Inicialmente a companhia teria resistido, segundo notícias veiculadas pelo noticiário econômico no país, a aceitar o local em decorrência de elevados custos de infraestrutura. Mas o local foi apoiado pela governadora do Pará á época, Ana Júlia Carepa, do PT.</p>
<p>Ao iniciar as obras, em junho de 2010, o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, chegou a apontar a &#8220;marca de Lula&#8221; no projeto.</p>
<p>Os documentos são parte de 2.500 relatórios diplomáticos referentes ao Brasil ainda inéditos, que foram analisados por 15 jornalistas independentes e estão sendo publicados nesta semana pela agência Pública.</p>
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		<title>FHC: &#8216;Lula só quer manter sua popularidade&#8217;</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/03/fhc-lula-so-quer-manter-sua-popularidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 18:02:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O ex-presidente FHC manteve dois encontros com o cônsul-geral de São Paulo, segundo documentos revelados pelo WikiLeaks. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ele [FHC] afirmou que Lula não está interessado em reforma alguma, mas apenas em manter sua popularidade”, diz a mensagem. De acordo com o ex-presidente, faltava vontade política ao governo de Lula em implementar reformas ou mudanças fundamentais de natureza controversa.</p>
<p>O tema em questão era a CPMF. Segundo o relato, FHC disse ao cônsul Thomas J. White que seria &#8220;impossível eliminar a CPMF, apesar do sentimento popular e do lobby da comunidade de negócios porque o governo tornou-se dependente da receita gerada por ela”, relata o telegrama de 16 de agosto de 2007 que transcreve o encontro de dois dias antes.</p>
<p>Ele teria dito que achava difícil o governo passar tal medida no Congresso uma vez que a prorrogação dependeria de 60% de votação em ambas as casas para ser aprovada. A posição de Fernando Henrique diante da questão era que alíquota caísse de 0,38% para 0,2% e que uma parte da receita da CPMF deveria ser destinada aos estados e municípios. “Estas receitas foram estimadas em aproximadamente 15 bilhões de dólares em 2006”, calcula FHC na conversa.</p>
<p>Criada em 1997, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi prorrogada no governo FHC por duas vezes, em 1999 e 2002. Durante o governo Lula houve mais uma prorrogação. Em 2007 a oposição votou toda contra a proposta do governo somando 27 votos contra. Na época, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse à imprensa que o esforço do PSDB havia sido orientado pelo próprio Fernando Henrique.</p>
<p>O telegrama conclui: <em>&#8220;</em>FHC, que completou 76 anos em junho, mantém-se ativo não só no seu partido, mas também na política nacional e no cenário internacional. Sua descrição de suas viagens programadas para os EUA, Europa e África são mais ambiciosas do que seria esperado de um estadista que se retirou para a vida acadêmica. Embora nem todos no PSDB apreciem que ele dê declarações com a frequencia que ele dá, especialmente por ele ser bastante crítico a líderes e membros do partido, poucos deles se atreveriam a ignorá-lo&#8221;.</p>
<p><strong>Não era a vez de Aécio</strong> – Quase dois anos depois, Fernando Henrique encontrou-se mais uma vez com Thomas White e foi categórico ao dizer que Serra seria o candidato à presidência. “Agora não é a hora dele [Aécio] ser presidente”, cita o telegrama que ainda diz que FHC acredita que o mineiro ainda será presidente.</p>
<p>No telegrama de 12 de maio de 2009, Fernando Henrique julgou Aécio um excelente vice-presidente enquanto elogiava Serra ostensivamente. “Serra não tem medo de gente, é persistente e tem grande senso de propósito”, listou o tucano sobre o colega a quem considerava um servidor público exemplar e alguém que “entrou na política para ajudar as pessoas boas” e com “grande capacidade de entender o povo”. Ainda de acordo com Fernando Henrique, Serra possuía a mesma origem humilde que Lula e era um produto do sistema público de educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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