Pública

AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Natalia Viana

Nati

Desde o início de sua carreira, em 2002, na revista Caros Amigos, Natalia Viana sempre soube qual é o seu lugar: na rua. Durante quatro anos bateu perna para fazer longas reportagens para a revista – pelas quais ganhou o prêmio Andifes de Jornalismo e menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog.

Ao mesmo tempo, passou a bolar projetos de reportagem independente sobre temas internacionais que percebia como cada vez mais relevantes no mundo globalizado mas pouco explorados na imprensa brasileira.

A primeira dessas reportagens foi feita em 2004, na Bolívia, para onde foi com o objetivo de conhecer o movimento cocaleiro. Voltou com um perfil exclusivo do futuro presidente Evo Morales, publicado na Caros Amigos.

Desde então, não parou mais. Colaborou com veículos nacionais e internacionais, integrando diversas mídias, linguagens e línguas. Enquanto cursava mestrado em  Londres, ajudou a investigar e produzir os documentários “Black Money”, sobre corrupção internacional (para a  TV pública americana PBS), e “Anthrax War”, veiculado pela TV canadense. Também colaborou com a BBC, Guardian, Independent, Sunday Times, entre outros.

Em 2007 publicou seu primeiro livro-reportagem, Plantados no Chão (Ed Conrad), que denuncia os assassinatos de lideranças sociais no Brasil. Em 2010, foi coautora  dos livros “Movimento, uma Reportagem” (com Marina Amaral e Carlos Azevedo), e “Habeas Corpus – Apresente-se o Corpo”, sobre os desaparecidos políticos, para a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Como parceira no Brasil do WikiLeaks, organização que publica documentos que expôem má conduta de governos, empresas e instituições, foi reponsável pela publicação e divulgação dos documentos do Cablegate. Pelo trabalho recebeu o Troféu Mulher Imprensa 2011. No mesmo dia, anunciou a fundação da agência Pública de jornalismo investigativo.

 

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