Pública

AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Marina Amaral

Marina

Começou no jornalismo em 1984, como copydesk na Folha de S. Paulo, e apaixonou-se pelo ritmo do jornal diário. Mas foi na reportagem que encontrou seu ofício, primeiro na televisão, depois na redação da revista Globo Rural, a qual foi levada, sob protestos, pelo primo, o jornalista Renato Pompeu.

Não poderia imaginar que, trabalhando com temas tão distantes das preocupações de uma jovem jornalista urbana, encontraria seus mestres na reportagem: os craques do jornalismo brasileiro, Sérgio de Souza – o mago do texto de Realidade -, que dirigia a redação formada por Mylton Severiano, José Trajano, Roberto Manera, Guilherme Cunha Pinto e o grande repórter José Hamilton Ribeiro.

A turma a levaria à experiência fantástica de participar da fundação da revista Caros Amigos, idealizada por Sérgio de Souza, o “fazedor de revistas”. De 1997 a 2007 escreveu livremente sobre temas socialmente relevantes – dos movimentos sociais às mulheres muçulmanas, da polícia à política, de cultura à economia.

Nesse período, recebeu um Herzog, pelo conjunto das reportagens de 1997, e uma menção Herzog em matéria com o jornalista João de Barros sobre o massacre dos mendigos em São Paulo em 2004. Aí aprendeu na prática o que dizia Serjão na Globo Rural: repórter não é especialista, é repórter. E se é repórter, investiga, com foco no leitor. É a regra do jogo, que aplica na Pública desde a fundação, em março de 2011.

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