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	<title>Comentários sobre: NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE 25 MORTOS NO ARAGUAIA</title>
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	<description>AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO</description>
	<lastBuildDate>Wed, 19 Jun 2013 14:32:00 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Valdinar Monteiro de Souza</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/06/novas-informacoes-sobre-25-mortos-no-araguaia/#comment-1258</link>
		<dc:creator>Valdinar Monteiro de Souza</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:55:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Raul foi preso por empregados do castanhal Três Bocas. Os camponeses o prenderam e foram avisar no Cajueiro, onde estavam apenas um oficial e um soldado adoentado. Esse oficial mandou que meu pai, João Belizário de Souza, juntamente com outros empregados do castanhal Cajueiro, montados em burros e armados de espingardas calibre 20 e 16, fossem buscar o guerrilheiro preso, que se identificara com Raul. Logo depois que meu pai e os demais homens saíram de casa, a tropa chegou da mata e passou rádio para a base de Xambioá, de forma que, quando os homens chegaram às Três Bocas, um helicóptero já havia apanhado o guerrilheiro e levado, primeiro para o Cajueiro, onde ficou por cerca de meia hora e foi torturado; depois para Xambioá.
Quando ele, algemado, desceu do helicóptero, um oficial que portava uma pistola debaixo do braço deu um soco no rosto dele, derrubando-lhe os óculos, os quais ficaram perdidos na grama da pista de avião do castanhal, pois ninguém lhes deu atenção. Mais ou menos um ano depois, eu, roçando a pista juntamente com meus irmãos José e Raimundo, mais novos do que eu, encontramos os óculos dele. Como vira ele ser torturado, fiquei com muita dó ao encontrar os óculos, que deveríamos ter guardado e, infelizmente, não guardamos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Raul foi preso por empregados do castanhal Três Bocas. Os camponeses o prenderam e foram avisar no Cajueiro, onde estavam apenas um oficial e um soldado adoentado. Esse oficial mandou que meu pai, João Belizário de Souza, juntamente com outros empregados do castanhal Cajueiro, montados em burros e armados de espingardas calibre 20 e 16, fossem buscar o guerrilheiro preso, que se identificara com Raul. Logo depois que meu pai e os demais homens saíram de casa, a tropa chegou da mata e passou rádio para a base de Xambioá, de forma que, quando os homens chegaram às Três Bocas, um helicóptero já havia apanhado o guerrilheiro e levado, primeiro para o Cajueiro, onde ficou por cerca de meia hora e foi torturado; depois para Xambioá.<br />
Quando ele, algemado, desceu do helicóptero, um oficial que portava uma pistola debaixo do braço deu um soco no rosto dele, derrubando-lhe os óculos, os quais ficaram perdidos na grama da pista de avião do castanhal, pois ninguém lhes deu atenção. Mais ou menos um ano depois, eu, roçando a pista juntamente com meus irmãos José e Raimundo, mais novos do que eu, encontramos os óculos dele. Como vira ele ser torturado, fiquei com muita dó ao encontrar os óculos, que deveríamos ter guardado e, infelizmente, não guardamos.</p>
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		<title>Por: Valdinar Monteiro de Souza</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/06/novas-informacoes-sobre-25-mortos-no-araguaia/#comment-1257</link>
		<dc:creator>Valdinar Monteiro de Souza</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:34:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A morte do Fogoió ocorreu realmente por volta de maio de 1974, mas ele morreu envenenado com o inseticida Aldrin, que era usado para imunizar sementes de arroz, milho e feijão para o plantio  por camponeses da região, como, por exemplo, meu pai, João Belizário de Souza, falecido em 20 de janeiro de 2007, em Marabá. Morávamos no castanhal Cajueiro, então Município de Conceição do Araguaia, hoje São Geraldo do Araguaia, e eu era adolescente. Meu pai ajudou nas buscas do corpo.
 Fogoió comeu ovos fritos (estrelados) com farinha, numa noite em que chegou à casa do Sr. Raimundo Preto e pediu alimentos. A dona da casa, ao fritar os ovos, teve a ideia de, com a aquiescência do marido, pôr o veneno, de forma sorrateira, para que o guerrilheiro não percebesse. Ele não percebeu, comeu a farofa de ovos envenenada e morreu logo, a poucos metros de distância da casa.  Seu corpo foi encontrado um dia e meio depois e sepultado no mesmo local, pelo meu pai e homens do Exército comandados pelo militar identificado à época como comissário Barros, pois naquele período as tropas eram descaracterizadas, não usavam uniforme, os oficiais, conforme a patente, eram chamados de &quot;doutor&quot; ou &quot;comissário&quot; e os soldados eram chamados de detetive. Todos vestiam camisetas de malha preta ou verde e calça Lee ou US Top.
A família  do Sr. Raimundo Preto, que morava num castanhal próximo do castanhal Cajueiro e da minibase militar do Pau-preto, agiu conforme a orientação dos militares à época e, por isso, recebeu uma certa quantia em dinheiro. Minha família, que chegara ao castanhal Cajueiro em janeiro de 1973, para que meu pai trabalhasse como tropeiro na colheita de castanha-do-pará, continuou morando lá até janeiro de 1976, quando nos mudamos para São Domingos do Araguaia.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A morte do Fogoió ocorreu realmente por volta de maio de 1974, mas ele morreu envenenado com o inseticida Aldrin, que era usado para imunizar sementes de arroz, milho e feijão para o plantio  por camponeses da região, como, por exemplo, meu pai, João Belizário de Souza, falecido em 20 de janeiro de 2007, em Marabá. Morávamos no castanhal Cajueiro, então Município de Conceição do Araguaia, hoje São Geraldo do Araguaia, e eu era adolescente. Meu pai ajudou nas buscas do corpo.<br />
 Fogoió comeu ovos fritos (estrelados) com farinha, numa noite em que chegou à casa do Sr. Raimundo Preto e pediu alimentos. A dona da casa, ao fritar os ovos, teve a ideia de, com a aquiescência do marido, pôr o veneno, de forma sorrateira, para que o guerrilheiro não percebesse. Ele não percebeu, comeu a farofa de ovos envenenada e morreu logo, a poucos metros de distância da casa.  Seu corpo foi encontrado um dia e meio depois e sepultado no mesmo local, pelo meu pai e homens do Exército comandados pelo militar identificado à época como comissário Barros, pois naquele período as tropas eram descaracterizadas, não usavam uniforme, os oficiais, conforme a patente, eram chamados de &#8220;doutor&#8221; ou &#8220;comissário&#8221; e os soldados eram chamados de detetive. Todos vestiam camisetas de malha preta ou verde e calça Lee ou US Top.<br />
A família  do Sr. Raimundo Preto, que morava num castanhal próximo do castanhal Cajueiro e da minibase militar do Pau-preto, agiu conforme a orientação dos militares à época e, por isso, recebeu uma certa quantia em dinheiro. Minha família, que chegara ao castanhal Cajueiro em janeiro de 1973, para que meu pai trabalhasse como tropeiro na colheita de castanha-do-pará, continuou morando lá até janeiro de 1976, quando nos mudamos para São Domingos do Araguaia.</p>
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		<title>Por: Merces Castro</title>
		<link>http://www.apublica.org/2011/06/novas-informacoes-sobre-25-mortos-no-araguaia/#comment-112</link>
		<dc:creator>Merces Castro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 12:00:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://apublica.org/?p=374#comment-112</guid>
		<description><![CDATA[Quero esclarece1: por fontes seguras. 

1 - O Amaury não foi ferido no furdunço do natal e não se entregou.
2 - Tobias foi o guia do furdunço.
3 - Fogoió ,não foi preso pediu comida na casa de dona maria preta a mesma pos &quot;aldrin &quot; em uma farofa de ovo que o matou envenenado .
4 - Simão se entregou na casa de apoio &quot;L&quot; do seu Agenor e o Zezão o transportou para a base da consolação ficou 4 meses preso.
5 - A Dina não estava junto ao Mundico se deslocava em outro grupo.
    
PS. muito cuidado com informe nos familiares ainda estamos com as  feridas abertas um Xêro da Merces Castro (irma de Antônio Teodoro de Castro o Raul do Araguaia )]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quero esclarece1: por fontes seguras. </p>
<p>1 &#8211; O Amaury não foi ferido no furdunço do natal e não se entregou.<br />
2 &#8211; Tobias foi o guia do furdunço.<br />
3 &#8211; Fogoió ,não foi preso pediu comida na casa de dona maria preta a mesma pos &#8220;aldrin &#8221; em uma farofa de ovo que o matou envenenado .<br />
4 &#8211; Simão se entregou na casa de apoio &#8220;L&#8221; do seu Agenor e o Zezão o transportou para a base da consolação ficou 4 meses preso.<br />
5 &#8211; A Dina não estava junto ao Mundico se deslocava em outro grupo.</p>
<p>PS. muito cuidado com informe nos familiares ainda estamos com as  feridas abertas um Xêro da Merces Castro (irma de Antônio Teodoro de Castro o Raul do Araguaia )</p>
]]></content:encoded>
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